sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Fazendo amor com você...

 


 

Embora subliminarmente romântico e afeito a conter ardentes e impulsivos desejos, imagino-me deitar-me à meiguice da tua alma e despir, suavemente, com toda leveza que o instante espera, teu corpo e, sem sobressaltos, sustos e medos, tocar toda tua nudez com mãos e beijos incontidos, até chegar aos teus lábios, todos esses que são a entrada da morada da tua alma e a acolhida serena ao meu alucinante prazer;

Tenho desejo de te amar de todas as formas... Quero ouvir teus gemidos de amor, de prazer...Ate tua voz pedir mais, implorar que fique mais vezes dentro de ti, dando-te esse gostoso e revigorante prazer de viver; Quero me endoidecer na tua lambida, no tocar teus seios com a delicadeza das borboletas e a sofreguidão dos beija-flores; deixar minha língua percorrer teu corpo até o teu alucinante infinito prazer; Quero que te descubras nos meus desejos ardentes de amante impossível, incontido e desigual e, por derradeiro, colha, na tua extenuada entrega ao repouso de morgar, por querer assim a sobremesa do amor, os mais deliciosos sabores que vêm do fruto da nossa  entrega;

E que depois, mais vezes, ensandecida, enlouqueças na deliciosa ânsia de ser de todas as formas amada, e deixar que haja loucura na entrega do amor teu, já tão angelical, pueril, tenro e todo meu, depois da primeira vez; Quero que, nesse dilúvio que acontece por causa desses corpos que sustentam essa paixão, descubras  minha parte oculta, para  despejar todo o meu inquieto e apaixonado ser no teu corpo, depois que me sugares, incontáveis vezes, em amoroso prazer de dar e de receber, na tua e na minha forma de ser.

E nesse diapasão de fusão do amor nesse momento de doce loucura, escutarmos murmúrios vindos d´alma liberta e  coração incontido, a explosão de dois descontrolados no amor, sem falsas reservas e medos incabíveis;Vou te fazer mulher toda, inteira, numa só noite de amor; deixa que aceso e pegando fogo, de tão ardente desejo, que te ame na cama, no chão, no banheiro, no chuveiro, no elevador, em pé, deitada, no mato, Ó luz da lua, de vela, no escuro, sem sol, na chuva, com a brisa do mar, sorrateiramente, espreitando tua, minha loucura, sem roupa ou com roupa, triste ou alegre, sorrindo, de frente, de lado, da forma que for, dessa maneira ou daquela, de qualquer uma, nesse amor e prazer, de ti e de mim.

E, ao final, do primeiro momento, podemos colher uma flor sem antes nos enamorarmos dela, sentir sua fragrância, sua delicadeza e a sua entrega nos dedos da mão...e ver a flor deslumbrar-se ante os afagos repentinos da ventura do atraente visitante quando a aurora do dia despontar no horizonte que se avizinha, porque nessa loucura não há tempo nem espaço a escolher. 

Esse é o nosso amor; o amor que nasce dos afagos que acolheram a alma e o coração desses amantes que somos, certeza de sermos a vitrine do prazer no amor.E antes que termine o primeiro ato, quero que vejas em mim e saibas que já estou todo propicio ao teu corpo, aos teus lábios e ao teu coração, louco amor, para outra vez acontecermos, neste irreverente e insaciável desejo travesso e lascivo desses loucos e amáveis corpos suados, à beira de ousadas e repetidas vezes, se forem nessa loucura sem fim, ainda mais assim, desse modo, no limiar do começo!

 

(José Valdir Pereira)

                                                                      Nuri Duzan

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