terça-feira, 9 de agosto de 2022

Dia dos Pais

 



Ah, querido pai!


Do jeito que és, é assim mesmo que te quero; se estás por perto, tenho certeza que há amor a me espreitar...
se falassem: vai, reinventa teu pai, eu te faria igualzinho como és;

Não, papai, também não é assim; claro que sempre soube que hoje não tens mais em tuas trêmulas mãos, firmeza nem acenos para teus amores, mas sei que és e foste carinhoso, e que tuas mãos já ofereceram flores...

Esse teu olhar, tem tanto amor, quanto àquele que me olhava Jesus Cristo, quando, de joelho aos Seus pés, agradecia ter-te ao meu lado, meu pai querido e amado.

Lembra daquela vez que eu dizia que seria igualzinha a ti? E que tu dizias: esse, quando crescer vai ser igual ao pai... Pois é! Estou eu aqui, pintado e esculpido... tua imagem e semelhança...Tão bom, papai!

 Ah, agora, enfim, diz-me o que queres ganhar, diz! Sempre, no teu dia, ouvi a mesma ladainha:

amor, meu filho, amor!

Desta vez, papai, quero dar-te algo diferente - Olha aqui, papai: o melhor presente que um filho pode dar ao seu pai é a gratidão; por tudo que sofreste e choraste; por tudo que deixaste de ter, porque era por nós que sofrias, lutava na esperança de oferecer à família uma vida de qualidade.

Hoje, te vejo decrépito, cansado, cabelos brancos, os sentidos enfraquecidos pelo tempo e pelos sofrimentos, a voz baixa e suave, a depender dos teus, que, ainda bem, dão amor e afeto nessa tua velhice inevitável...

Obrigado, papai!

Beijo-te, com muito carinho e amor!

 

(josé valdir pereira)








segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Da completude do amor e o desafio para o seu exercício

 

Temos que compreender o quanto é complexa nossa existência; um Deus para amar, um amor para amar... Alguns mais, outros menos; uns sabem, muito; outros, tão pouco...! Esta é a completude da vida - é o exercício da sabedoria e do conhecimento - saber mais ou saber menos - que nos afasta ou nos aproxima do amor, da felicidade da satisfação das nossas quimeras e desejos.

Não raras às vezes, amamos tanto e pouco amor recebemos de quem mais desejamos - parece que é nossa desdita amar muito a quem pouco pode oferecer - Também pudera: nem sabem mensurar o amor que recebem e tampouco amar, amar como precisamos e apaixonadamente almejamos...Há que saber que o amor, o intenso amor, está na vida simples, na forma mais despretensiosa de vida...Não vamos encontrar, na medida que queremos, amor em quem está atabalhoado pelo poder de ter, mandar, vencer...

Não há amor, na arrogância academicista, na epistemologia do prolixo profeta e nem na mais bela e encantadora mulher ou nesse príncipe encantador, de alma e coração cheios de empáfias...
O amor é humilde, sincero, amoroso, dadidovo, completo, presente, bondoso, compreensivo, belo, simples e amigo. Por isso, haver tanto e tanto, na idade que nos faz mais perto de Deus, e nas crianças, que vivem na terra, mas sob a guarda do Criador - Deus amor!

O amor entre o homem e uma mulher, devia ser a mais inconfundível e expressiva manifestação de Deus na nossa vida. E tanto um como outro, devia estar cônscio disto, porque, nesta ciência a vida seria mais cheia de alegria, paz e amor.

Não erramos ao imaginar que há uma confusão muito grande na terra; muitos casais são, na verdade, a prova do desencontro de todos nós. Você devia ser o meu amor... Eu devia ser o seu amor - houve uma troca - alguém mexeu e alterou a proposta de sermos e vivermos o amor.

Eu fui feito para ti e tu és meu amor!

(josé valdir pereira)





 

Vem, meu amor, vem!

 

"Preciso que, como uma flor, apareças mais vezes no meu jardim, para que eu cuide de ti, e para que sejas sempre o meu amor e cuides de mim. Necessito do teu olhar acolhendo o meu, para que eu enxergue o teu amor perto do mim.

Adoraria sentir tua respiração suplicante e ofegante no meu rosto, a cata dos meus beijos. Estende tuas mãos, puxa meu corpo e deixa haver o mais saboroso momento de nós dois.

Preciso ser perdido na imensidão da tua divina e lasciva acolhida.

Vem, vem logo para acalmar minha alma, meu corpo e afagar meu coração com o teu néctar, do teu mais desejado íntimo.Socorre essas súplicas que saem da minha impaciência de não te possuir no meu templo, morada do meu afoito amor.

Vem, meu amor, vem!

- Jose Valdir pereira -

domingo, 7 de agosto de 2022

 

"Há um pouco de ti em mim que não quer se soltar.

Um pedaço que esqueceste, que não levaste.

E que nunca mais será teu.

Será minha saudade."

- jose valdir pereira -

 


sábado, 6 de agosto de 2022

 

"Eu me reescrevi para ti!


Vejo-te melhor na tua intimidade...
converso com o teu coração...
leio teus lábios...
Refaço-me dentro de ti todas as vezes que me entrego aos teus benditos lampejos de amor...
Sou teu frenesi, minha completa razão de ser...
Meu amor.
Sou grande quando caibo na tua pequenez, na tua volúpia noturna, matinal, vespertina, nos teus "sussurros" de amor!"


(josé valdir pereira)



Saudade



Quando eu tenho saudade de ti,
eu relembro teu sorriso,
e teus beijos


 

Lê, meu amor!


 

Lê, meu amor,

deixa-me ouvir minha declaração de amor para ti, a mais amorosa que já escrevi; diz, nas sublimes palavras que saem da tua boa, do amor que sinto por ti e na beleza dos versos que fiz para ti, desejando ter a acolhido desse teu bondoso coração...

Lê, meu amor,

quero estar nos teus pensamentos, desfrutando desses momentos, que já estivemos juntos, tão nossos e tão quentes...

Lê, meu amor...

 (jose valdir pereira)

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Reflexão para hoje

 


 

E, então, se hoje fosse seu último dia de vida aqui na terra, como viveria essas últimas horas?

 Será que o tempo seria suficiente para que você pudesse realizar todos os seus desejos?

Perdoar àqueles que não lhe pouparam escárnio, sorrir para quem quis um sorriso seu, abraçar àqueles que lhe deram a entender que gostariam de um abraço?

 Distribuiria flores? Daria presentes? Seria mais agradecido a Deus e à toda gente que está no seu coração, e não só?

 O que não poderia deixar de fazer, de forma alguma?

 Diria, enfim, que ama a quem sempre amou e nunca demonstrou, entoaria preces de amor e de louvor ao Criador, cheias de gestos de gratidão pela vida até então desfrutada e, sem lamentos, diria que crê em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra e em Jesus Cristo, Seu filho?

 Faria as pazes com quem esteve sempre apartado, se redimiria das faltas porventura cometidas?

 E então, se hoje fosse seu último dia de vida aqui na terra?

Teria tempo para beijar sua mãe, seu pai, sua companheira, ou seu companheiro, filhos, irmãos e a família ao seu alcance?

 Que teria para os amigos de fé, esses irmãos camaradas? Um bilhetinho pra cada um, dizendo que os ama e que foram importantes em sua vida?

 Amaria mais os animais, trataria melhor o verde, as águas e o ar da terra?

Veria de como se houve com a fé, com a esperança e com o amor?

 Pois é. Se hoje fosse o seu último dia de vida aqui na terra, o que faria?

 No meu caso, creio que igualmente a você, o tempo seria insuficiente para tudo que eu gostaria de fazer. Por isso, penso, ainda há tempo. Tempo para amar, para ter fé, para ser amado e para viver melhor, à luz dos ensinamentos dos livros sagrados e de acordo com os ensinamentos dos povos de Deus.

 - jose valdir pereira -



 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

À mercê da tua completitude

 

"A tua magia transcende aos olhos de quem ainda tem muito a ser;

tua doçura desperta, a quem te sente, ou te pensa, para um tempo sonhado e porvir;

teu olhar penetra na nossa alma e conversa com o coração, como se fôssemos velhos amigos, antigos amantes;

tens o sorriso de uma criança, os sonhos de uma menina, todos os desejos e ilusões de uma senhora mulher...

és mais entrega que receber, mais dar que pedir, mais amar que ser...

E eu, ali, na feliz alegria por contemplar uma deusa, uma flor, que me perfumava sem querer, que me amava, sem me tocar, que me envolvia sem perceber, e que se entregava aos pensamentos e devaneios que passeavam no seu corpo, sem clemência e sem silêncio, mas cândidos, puros, ingênuos e inocentes...

É dado ao homem, que já não cultua a soberba da carne e que vive a purificar a essência da alma, como se sua estrada fosse tomada por belos jardins, em que belas e perfumadas flores lhe desses o néctar da vida, como se sua luz estivesse no coração dessas deusas por quem vive e por quem é, encontrar anjos, deusas, o infinito, o final, onde só o bem está, existe, e a vida se realiza na sua plenitude...

Tão fenomenal se fosse dado ao homem a capacidade de compreender o óbvio que nos exprime a natureza de uma mulher - E quem mais reúne o paradoxal, os sublimes contrastes da vida, todas as possíveis contradições da existência? Não é, precisamente, aquela que gera todo princípio e todo fim? Dão-nos ao começo; dão-nos ao fim...

Somos os donos do mundo e nada somos.

Imaginamos, na nossa pequena e frágil grandeza de tudo poder, que tudo existe para nos servir, sem perceber que pouco servimos; pouco conseguimos atender seus desejos e suas necessidades, seus sonhos, e quando não só isso, causamos suas ansiedades, seus desesperos, sua impaciência, tornamo-las instáveis, descontroladas e sem rumo, a ponto de serem e fazerem do amor que amam o nada, a ausência, a perda, o desprezo e a vida na angústia, porque escafedeu-se o tão desejado, amado e querido, e destruído toda a, cuidadosamente velada, razão da sua existência...

Minha amada dos olhos que me dão o mais desejado amor. Celeste e bondosa flor do meu jardim encantado. Minha paz que reencontro depois de todo esse suplício e calvário da vida.

Tu tens a minha vida em tuas mãos, é teu meu coração, és meu princípio e fim.

Toma-me, agora e sempre!

(jose valdir pereira)



terça-feira, 2 de agosto de 2022

Um dia...

 

 
Um dia vais querer sentir-me, intensamente,
quando não for mais alcançável, nem em pensamentos.
Querer ver, quando já for impossível, até nas lembranças,
nossos momentos.
 
Tocar, quando formos inacessíveis, até nos pensamentos.
E teu coração não compreender a distância que ficou,
tuas mãos se estenderem, sem poder me tocar,
nem eu a ti, teus lábios afligirem-se pela ausência dos meus, que partiram.
 
E já não terás os braços que te acolheram,
nem o aconchego no tempo frio, a sofrer sem guarida,
nem os beijos de amor, no tempo sombrio, das noites sem vida.
Mas foi você que me desdenhou, que quis assim.
Porém, não deixei de ser teu e nem cogito em te esquecer.
Tu és meu grande amor e, um dia, ainda posso me entregar a ti.
Então, por fim, eu todo teu e tu toda minha, para sempre.
Um dia!
 
 
- jose valdir pereira -



 

Meu primeiro livro



 

 

O livro chegou pela primeira vez às minhas mãos, pelas mãos da minha mãe.

Ela me disse: - olha, filho, o que eu encontrei no chão da calçada, perto de uma lixeira. Acho que não foi parar na lixeira porque ali não é lugar para um livro.

 E continuou:

- A capa, com essas figuras de criança lendo outros livros, me deu a ideia de que você iria gostar de lê-lo ou, pelo menos, ver as figuras que ele contém.

Até aquele dia, eu não havia lido nenhum livro. Havia em casa apenas um livro de capa preta, esse já muito surrado. Era um dicionário da editora FTD, dos irmãos maristas.

Fiquei feliz da vida e fui, logo, de imediato, folhear o livro e ver o que ele trazia de bom.

Eram várias histórias. Uma delas me chamou a atenção. Marquei-a com uma tira de papel para ler depois, com mais calma e tempo.

 Enfim, à tarde, quando já havia me desincumbido dos meus afazeres, peguei o livrinho e fui direto àquela página na qual estava a história selecionada. A história tinha o título de "O que querem ser as crianças quando crescerem", e começava assim:

 Era uma vez um menino e uma menina que gostavam muito de apostar quem havia conhecido, até o dia seguinte, mais palavras novas, quem saberia contar uma fábula e quem sabia perguntar e responder uma adivinhação, tipo: o que é o que é, nasce em pé e corre deitado.

 O menino chamava-se José e a menina Maria. Ambos haviam feito a aposta. Quando chegou o dia seguinte, José apresentou a Maria as palavras novas que havia conhecido, uma adivinhação e contou uma fábula. Maria, por sua vez, fez o que devia fazer.

 As palavras novas de Maria, foram: crestar, chalaça, cerviz e pelém. A fábula, era uma já bem conhecida, intitulada O asno e a carga de sal e a adivinhação foi: O que é, o que é? Quanto mais cresce, mais baixo fica?

 Já o José apresentou a Maria as seguintes palavras novas: pródromo, farrusco, chilique e letargia. A fábula foi “A raposa e as uvas.” Já a adivinhação, Jose apresentou uma bem curiosa “A Lamparina.”

 Mas, enfim, o que querem ser as crianças quando crescerem? Pelo que vimos, as crianças não estão preocupadas e nem demonstraram isso, em nenhum momento, se estavam preocupadas com o futuro. Na verdade, estavam preocupadas em ser tudo aquilo que estavam sendo no presente: estudiosas, dedicas e atentas às coisas da vida.

 Assim, todos os dias, José e Maria ficavam cada vez mais sábios e mais cultos, sem se importarem com o que iriam ser quando crescessem.

 - Jose Valdir pereira -