sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

E o amor, para não ser outra vez em vão!

 


Quando chegaste, encontraste a porta e o meu coração abertos; meu lar era tua casa, meu coração teu abrigo.


Nos meus beijos colheste a mais bela e demorada ternura e sentiste os mais desejados sabores do amor perfeito; no meu corpo a acolhida deliciosa em todas as vezes que me querias, o meu amor; a minha alma venerava tua gentileza nos carinhos que me davas.


Desfrutaste da mais louca ventura e ilusão, enquanto abstraias todo o tempo que não era teu, para construir, em mim, teu palacete, onde a minha entrega ostensiva e indebelada, e, por ser o que mais querias, acontecia com impulsiva paixão e puro amor...


E então, veio a neve, o sol se pôs sem pressa e sem nada dizer; a chuva chegou de mansinho e o vento uivava no telhado; o amor recolheu-se para não ser outro vez em vão!


(josé valdir pereira)



 

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