Não é meu verso instrumento de sedução;
pode ser, isso sim, de felicidade, alegria
e de afagos ao teu coração.
Não é porque eu te fiz versos bonitos
que te amo ou que vislumbre, n´alma pobre
minha e dorido coração meu,
a possibilidade de haver algo entre mim e ti;
tu mereces este endeusamento todo,
porque tu és formosa e divina e, inegavelmente,
tão majestosa que não ouso atrever-me a querer-te
neste momento e, mais que isto, desejar que sejas
minha,
hoje e sempre; estás além do meu querer dos meus
desejos!
Ah, sabe de uma coisa!
Amar-te é como amar a uma flor
A flor, deixo-a sempre onde está
para que sua beleza e seu perfume deem o encantamento,
o deslumbramento que precisa a humanidade ter e
sentir;
Então, não é meu verso instrumento de sedução;
pode ser de felicidade, alegria, afagos ao teu
coração;
cabe tão-somente à esta humilde expressão de amar e de
amor,
externar o que quer ouvir teu coração, e o que o meu
sabe mais dizer,
que és uma mulher encantadora, de olhos sedutores,
corpo amoroso,
porte divino e lábios que sonho beijar.
Mas, não quero que sejas minha;
já tenho as flores; já tenho a quem amar!
(josé valdir pereira)
Loretta Young for Vanity Fair, 1933. Photo by Edward Steichen.
Nenhum comentário:
Postar um comentário