quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Menina - Para Rebeca D'Anne Marie

 
(Para Rebeca – aniversário de 18 anos)

Inocência.
No olhar, a ternura;
no ser, a alma divina,
coração cândido, mãos firmes,
um caminho.
Na vida, pecado algum, toda pura.
Luzes, luzes, vida, luz, a chegar à selva, a humana, breve,
perto da linha, das fronteiras da existência - a chegar.
 
Deixar-se alheia às insinuações da vida, não deverá.
Vela, tão velada, segue sem ignorar o porvir, o amanhã a lhe bater à porta.
Vem, e tudo dela e nela e por ela a transforma. Agora, guarda a menina, aparece a moça.
 
Mas perdura a inocência, a ver o mundo com os olhos do amor. 
Mas precisa estar atenta aos alçapões espalhados pelos jeitos e gestos adversos dos comuns, 
para não ser presa fácil.
 
É que há outros palcos, outros cenários, enredos e avenidas diferentes;
personagens e protagonistas adversos. A luta não é só céu. É a vida.
 
Nem só lhes oferecerão pétalas de rosas para seus pés angelicais, nem só
o perfume das deusas, o manjar imperial.
 
Ela, uma pintura humana - um sopro de Deus - uma flor do Éden -
a majestade, a menina, a moça, a mulher - a filha - do bem - do amor,
precisa, agora, do seu próprio "ser" para vir a ser o que tanto deseja, almeja, vislumbra, sonha.

jose valdir pereira 




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