terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

A ver o mar e a sentir a veleidade do coração

 

 

Estou vendo o dia chegar, olhando para mar, sentindo a brisa pura e virgem, que chega e toca meu rosto com seu frescor angelical...

É no lugar daquele amor que você cria para o seu coração, inventa pra existir, porque foram-se embora os amores de antanho, quando uma flor se entregava para ser amada e sua essência existencial era amar seu amado, sobre todas as coisas.
Agora, para subsistir, é melhor viver com as dádivas que vêm da natureza, a exclusiva expressão concreta da existência de Deus, único e último sopro da vida.

Por isso, entre uma linha e outra, porque não bebo, senão seria entre um copo e outro, e porque não fumo, senão seria entre um cigarro e outro, olho para o mar, vejo suas ondas vindas ao meu encontro, como se quisessem me dar um abraço, enfim, me amar.

Mas é a brisa do mar que me beija, dando-me o amor que ninguém consegue me dar.
Daqui a pouco, chega a aurora e o dia vai amanhecer, e como de costume nessas horas, ouvirei o cantar dos passarinhos e outros sons da natureza, fazendo-me crer que não estou sozinho e que o homem tem como sua principal companhia, ele próprio e Deus, presente através da Sua principal criação, a natureza e tudo que a contém e está contido.

A exemplo do que já acontecera outras vezes, uma assertiva irrefutável: só a presença do amor puro, verdadeiro e angelical, mantém a vida inviolável e salva das fortes tempestades causadas pela doidivana razão.


Não sobrevivemos em sociedade, porque não damos importância ao exercício do amor. Do amor que requer entrega, renúncia e dedicação. É que o culto à razão desencaminha a humanidade. Ainda tem dúvida?


As preces do coração mostram e nos levam ao céu, ao reino de Deus.

É bem assim.

- jose valdir pereira -




 

 

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