terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

deu nisso...



Eu te quis muitas vezes. Ah, como eu te quis. Já foste minha maior paixão, meu maior desejo. Vivias impregnada em todos os meus pensamentos. Meu olhar se perdia no horizonte à procura de ti, tendo, nos vultos que se perdiam na lonjura do meu alcance, a impressão que eras tu.

Já imaginaste, acordar pensando em mim, sentir meus beijos, o calor do meu corpo roçando o teu, e a murmurar palavras suaves e prazerosas para que eu te fizesse, no amor que me davas, chegar ao orgasmo múltiplo?

E quanto endeusamento, quanta veneração desfrutavas do meu coração, que eram traduzidos pelos gestos, palavras e oferendas. Já foste tão minha, nos meus sonhos, nos planos e nas ideias! Já foste tão feliz comigo na minha ingênua imaginação! Eu já te quis tanto! Ah, como eu te amei!

Agora, diante do tanto que já te amei, porque não te amei por ser teu amor e por seres minha, estou a medir o desperdício daquele amor tão puro, inocente e inconsequente.

Mas, sabe, até chego a pensar que o amor naquele tempo era tão imaturo...Um amar unilateral, dá nisso. Parecia do tipo platônico. Mas eu não sabia. Contigo eu dormia, contigo eu acordava, vivia todos os momentos. Parecia tão feliz! Os sonhos sonhados, incontáveis. E até o que acontecia, em nenhum caso de amor, tanto amor poder-se-ia ter vivido ou já haver acontecido.

Sim. Eu te quis muitas vezes. Mas agora, é inacreditável! Tudo não passa de reminiscências sem valor, lembranças que me fizeram entender, que o amor a ser despertado em nós por alguém, só acontece, se sentimos que está a acontecer o mesmo sentimento no outro.

- jose valdir pereira - 


 

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