segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Apenas a vi (a)...

Uma vez eu a vi lá do outro lado. O rio não tinha uma margem distante da outra, mas eu apenas a vi.
 
Outra vez eu a vi sentada em um dos bancos da praça. Próxima estava de algumas plantas que davam a cor de um belo verde ao jardim, na companhia de algumas flores, mas eu apenas a vi.
 
Não só essas vezes a vi. Certa ocasião, a vi passar por mim, passos brandos e elegantes, atenta à beleza da paisagem que havia, onde a sua se apresentava com igual ternura e brilho. Mas eu apenas a vi.
 
Depois, eu a vi nos meus sonhos, nos meus pensamentos e nos meus devaneios. Era tudo tão real! Mas eu apenas a vi.


Agora, sua imagem não me sai da imaginação; e todos esses momentos que a vi, estão, o tempo todo, em minha mente, como a me convidar para que eu a veja, não só apenas a veja, mas que diga-lhe o quanto de encantamento e de emoção vivi ao vê-la, do ouro lado do rio, no banco da praça, quando passou por mim e nos outros momentos. E o quanto me ocorreu, qual não era meu afã e inenarrável desejo, senti-la nos meus braços e amá-la enquanto eu apenas a via.
 
- jose valdir pereira -



Mark Arian
 

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