quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Mãe, cuida de ti!

 

 

 Mãe,

Tu não podes querer dar mais do que já ganhamos. Tudo bem! Sabemos que somos um oceano de carências e tu, querida mãe, a grande provedora, a infalível, a inesgotável, que sem reclamar, tudo faz pelo bem estar de teus filhos. Aliás, és especialista em renunciar por nós. Mas hoje, especialmente hoje, te pedimos: não te preocupes mais conosco. Já crescemos; somos adultos. Agora queremos cuidar de ti, dando-te um pouco de carinho, paz e amor. Se for proibido proibir, aqui está a exceção: tu estás proibida de teres privações por nós. Chega mãe! Esteja livre para seres feliz, se é que sem teus filhos tu vives melhor. Que blasfêmia dizer isso, não é querida mãe? Mas não nos dê o desgosto da desobediência. Tu sabes o quanto isso dói. Não nos dê a tristeza de ignorar o que te pedimos. Tu sabes o quanto isso faz sofrer.

Mãe,

Durma mais cedo, sem essa de ficar madrugada à dentro, roendo as unhas e te pegando com todos os santos para que cheguemos em casa, sãos e salvos;

Coma o que está à tua mão, sem essa de querer deixar isso ou aquilo, para esse ou aquele;

Mãe,

Pelo menos hoje, dizemos, carinhosamente, não é preciso que coloques na nossa bolsa aqueles polpudos trocados, à revelia do nosso querido pai;

Cá entre nós, se não queres agir assim todos os dias, ao menos hoje não te preocupes com o nosso bem estar.

Cuida-te de ti!

Se ouvires algum gemido, não te aflijas. É a voz do nosso chamego, do nosso dengo. Os filhos são assim: adoram um aconchego de mãe. Estão sempre a pedir colo.

Mãe,

Se um de nós ainda age como uma criança, esquenta não. Para ti somos eternas crianças. Liga não!

Cuida-te de ti um pouquinho também.

Se estamos sempre a te pedir, porque isto é o que de melhor sabemos fazer, liga não! Se o que queremos está bem ali, à nossa mão e te pedimos, vai não! Manda-nos que peguemos...

Mãe,

Lembras daquela música que sempre cantávamos prá ti e que, antigamente, ouvia-se muito nos rádios? Aquela...”Ela é a dona de tudo, ela é a rainha do lar. Ela vale mais para mim que o céu, que a terra, que o mar. Ela é a palavra mais linda, que um dia o poeta escreveu, ela é o tesouro que os pobres das mãos do Senhor recebeu. Mamãe, mamãe, mamãe...” Lembras?

Sim mãe,

Agora que somos pais, quando olhamos para nossos filhos, sabemos o quanto te devemos. E mais: sabemos o quanto te custamos, minuciosamente, de detalhe em detalhe...Hoje, ficamos a imaginar: ali estávamos nós: frágeis, indefesos, a mercê de tudo e de todos. Recém-nascidos. E tu, a cuidares, carinhosamente, a cuidares. A cuidares, ininterruptamente, orgulhosamente, e com muito amor, daqueles, que declaras ser, o teu maior tesouro. Sim, é assim que dizes: o meu maior tesouro é meus filhos...

Mãe,

Se estamos longe, liga não! Já sabemos nos cuidar. Também pensamos em ti. Por isso agimos seguindo os teus sagrados ensinamentos.

Sabemos que queres nos ver “bem” casados, felizes...Mas, tu sabes! Isso não depende de ti. E a coisa acontece assim: quando menos esperamos, pinta. E aí...Bem! Tu sabes! O amor tem dessas coisas... Mas, não liga não! Quantas quedas...Lembras? E estamos aqui, ó: vivinhos! Cuida-te um pouco de ti!

Enfim mãe,

Já sabemos. Nem é preciso dizer. Sabemos o que queres ganhar neste dia consagrado às mães.

Não! Claro que não queres o que costumamos te dar neste dia, todos os anos. Nada de um novo refrigerador, muito menos de um novo microondas. Não! Desta vez, querida mãe, nada de utensílio doméstico. Chega disso. Mereces muito mais. Sabemos que a ti te basta tão somente um beijo nosso. Mas, até isso, anda meio escasso entre nós, nesse nosso dia a dia estressante. Sabemos como ficas feliz quando te beijamos. Mas hoje, te daremos muito mais do que isso. É sério! Queremos declarar o nosso amor por ti. Damos-te, a partir de hoje, assim, declaradamente, todo o nosso amor, para que te sintas verdadeiramente amada por nós.

Toma mãe, o nosso amor! Aceita-o. Nós te amamos. É assim que vimos agradecer-te.

E olha:

Somos agradecidos, também, pela atenção e pelo carinho e amor que tens dado ao nosso velho pai.

Mãe,

É tão bom te vermos sorrindo! É tão bom te vermos feliz! És tão bela assim!

Sorria mãe. Continua sorrindo assim. Porque, ao vermos que tu sorris,

todos nós, os filhos teus, imaginamos que és feliz.

Beijos dos filhos teus.

 - Jose Valdir pereira -


 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário