o poeta

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o poeta e sua mamãe

sábado, 22 de outubro de 2011

Para ti








Conserva essa amor que tens no coração; demonstra que gosta de ser amada e de amar; mostra-te ao amor que cultivas, ao que te entregas, ao que te faz vida... Trata-o com se fosse uma flor em tuas mãos, enchendo suas pétalas de afagos e ternura e vida;

não deixa de regá-lo, querê-lo sempre, e dele cuidar como cuida o teu amigo diário, esse companheiro e indispensável confidente de todas as horas; Ao teu amor, mesmo o que demora a chegar, ou que tarde chegou, faça-lhe carinho, dê-lhe motivos para se sentir feliz, nada peça e nem lhe faça cobranças; o amor não é um negócio, uma troca; dá quem o tem e o recebe quem é amado.

Se não tens a quem amar e se não és amada, deixe que teus olhos, teu sorriso, teu jeito de ser e de viver, teus gestos, digam por ti... às flores, aos amigos, aos que admiras e queres bem...

Mas, não te preocupes, exageradamente, com isso. Todos vêem e sentem quando há um coração sozinho e entreluzindo no azul celeste do universo, morada do suave, sutil e sensato amor...não todo e qualquer amor que imaginamos haver no coração...

A presença de um coração amoroso, cheio de nobreza e romântico, chega sutil e sem alarme, é quieto e sábio, pois sabe vencer o tempo e a espera, e não se perde na agonia da demora, da entrega inesperada e sem horizonte... Conserva esse amor que tens no coração...És tão bela e airosa... Tanta ternura e carinho tens no teu olhar...no teu sorriso...no teu jeito de andar...

E são tão singelas tuas mãos, teus pés...
...e quando caminhas, tem teus pés a graça das nuvens que beijam o céu e a singeleza do vento que sabe tocar com ternura as pétalas das flores que vivem nos altos penhascos das mais longínquas regiões montanhosas...
Tu és a canção que dá felicidade, que dá alegria à natureza e que faz os passarinhos entoarem seus cantos de amor...quando estão apaixonados...
Tudo em ti é esplendor, graça e amor! Então, que o amor te encontre assim do jeito que és...do jeito que tens que ser amada e amar! Porque tu és o próprio amor disfarçado de amor!
(jose valdir pereira) 




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