amor

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Do amor divino. Do amor poético. Quando estamos guiados pelo amor divino, tudo encerra muita alegria e muita paz!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

"Eh, sertão velho sofredor!"



"EH, SERTÃO VELHO SOFREDOR!" 

 Meu querido tio, Sargento Antônio Gonçalves de Oliveira


Nesse dia 5 de julho, meu querido tio partiu. 
Mais que um tio, eu o considerava um irmão. 
O sargente, como era conhecido no bairro em que morava, no Mirandão, no Crato-CE, foi mais uma das vítimas do Covid 19.

Era um homem saudável, sargento do exército, acostumado a enfrentar as intempéries da vida, mas não conseguiu vencer essa última batalha. Que Deus o tenha. 

Enquanto isso, embora ensaiemos alguma tristeza, deixamos ser levados pelas lembranças nas quais estamos com ele vivendo saudosos momentos de alegria. 

Alegres por saber que, pelo homem bom que foi e pela fé que sempre o acompanhou, está nesse momento nos braços de Deus.


domingo, 5 de julho de 2020

Pensamentos

"A sabedoria é a luz do caminho"

"Os caprichos são de momentos; a sabedoria nos acompanha até o final dos tempos."

- jose valdir pereira - 


sábado, 4 de julho de 2020

Mãe, cuida-te de ti!

MÃE, CUIDA-TE DE TI!
Mãe,
Tu não podes querer dar mais do que já ganhamos. Tudo bem! Sabemos que somos um oceano de carências e tu, querida mãe, a grande provedora, a infalível, a inesgotável, que sem reclamar, tudo faz pelo bem estar de teus filhos. Aliás, és especialista em renunciar por nós. Mas hoje, especialmente hoje, te pedimos: não te preocupes mais conosco. Já crescemos; somos adultos. Agora queremos cuidar de ti, dando-te um pouco de carinho, paz e amor. Se for proibido proibir, aqui está a exceção: tu estás proibida de teres privações por nós. Chega mãe! Esteja livre para seres feliz, se é que sem teus filhos tu vives melhor. Que blasfêmia dizer isso, não é querida mãe? Mas não nos dê o desgosto da desobediência. Tu sabes o quanto isso dói. Não nos dê a tristeza de ignorar o que te pedimos. Tu sabes o quanto isso faz sofrer.
Mãe,
Durma mais cedo, sem essa de ficar madrugada à dentro, roendo as unhas e te pegando com todos os santos para que cheguemos em casa, sãos e salvos;
Coma o que está à tua mão, sem essa de querer deixar isso ou aquilo, para esse ou aquele;
Mãe,
Pelo menos hoje, dizemos, carinhosamente, não é preciso que coloques na nossa bolsa aqueles polpudos trocados, à revelia do nosso querido pai;
Cá entre nós, se não queres agir assim todos os dias, ao menos hoje não te preocupes com o nosso bem estar.
Cuida-te de ti!
Se ouvires algum gemido, não te aflijas. É a voz do nosso chamego, do nosso dengo. Os filhos são assim: adoram um aconchego de mãe. Estão sempre a pedir colo.
Mãe,
Se um de nós ainda age como uma criança, esquenta não. Para ti somos eternas crianças. Liga não!
Cuida-te de ti um pouquinho também.
Se estamos sempre a te pedir, porque isto é o que de melhor sabemos fazer, liga não! Se o que queremos está bem ali, à nossa mão e te pedimos, vai não! Manda-nos que peguemos...
Mãe,
Lembras daquela música que sempre cantávamos prá ti e que, antigamente, ouvia-se muito nos rádios? Aquela...”Ela é a dona de tudo, ela é a rainha do lar. Ela vale mais para mim que o céu, que a terra, que o mar. Ela é a palavra mais linda, que um dia o poeta escreveu, ela é o tesouro que os pobres das mãos do Senhor recebeu. Mamãe, mamãe, mamãe...” Lembras?
Sim mãe,
Agora que somos pais, quando olhamos para nossos filhos, sabemos o quanto te devemos. E mais: sabemos o quanto te custamos, minuciosamente, de detalhe em detalhe...Hoje, ficamos a imaginar: ali estávamos nós: frágeis, indefesos, a mercê de tudo e de todos. Recém-nascidos. E tu, a cuidares, carinhosamente, a cuidares. A cuidares, ininterruptamente, orgulhosamente, e com muito amor, daqueles, que declaras ser, o teu maior tesouro. Sim, é assim que dizes: o meu maior tesouro é meus filhos...
Mãe,
Se estamos longe, liga não! Já sabemos nos cuidar. Também pensamos em ti. Por isso agimos seguindo os teus sagrados ensinamentos.
Sabemos que queres nos ver “bem” casados, felizes...Mas, tu sabes! Isso não depende de ti. E a coisa acontece assim: quando menos esperamos, pinta. E aí...Bem! Tu sabes! O amor tem dessas coisas... Mas, não liga não! Quantas quedas...Lembras? E estamos aqui, ó: vivinhos! Cuida-te um pouco de ti!
Enfim mãe,
Já sabemos. Nem é preciso dizer. Sabemos o que queres ganhar neste dia consagrado às mães.
Não! Claro que não queres o que costumamos te dar neste dia, todos os anos. Nada de um novo refrigerador, muito menos de um novo microondas. Não! Desta vez, querida mãe, nada de utensílio doméstico. Chega disso. Mereces muito mais. Sabemos que a ti te basta tão somente um beijo nosso. Mas, até isso, anda meio escasso entre nós, nesse nosso dia a dia estressante. Sabemos como ficas feliz quando te beijamos. Mas hoje, te daremos muito mais do que isso. É sério! Queremos declarar o nosso amor por ti. Damos-te, a partir de hoje, assim, declaradamente, todo o nosso amor, para que te sintas verdadeiramente amada por nós.
Toma mãe, o nosso amor! Aceita-o. Nós te amamos. É assim que vimos agradecer-te.
E olha:
Somos agradecidos, também, pela atenção e pelo carinho e amor que tens dado ao nosso velho pai.
Mãe,
É tão bom te vermos sorrindo! É tão bom te vermos feliz! És tão bela assim!
Sorria mãe. Continua sorrindo assim. Porque, ao vermos que tu sorris,
todos nós, os filhos teus, imaginamos que és feliz.
Beijos dos filhos teus.


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Que a vida...




"Que a vida nos seja leve e o futuro promissor, na amizade e no amor"
- jose valdir pereira - 



segunda-feira, 29 de junho de 2020

Da merecida paz...

DA MERECIDA PAZ AO TEU CORAÇÃO

"Quando deres paz ao teu coração, toma rumo ignorado, voa livre na imensidão do teu eu e descortina, desta vez, os encantos da tua alma...

descobre tua inocência e tua pureza pueril, conversa com as flores, demora um pouco proseando com os passarinhos, deixe teu olhar se perder no infinito, e acolhe-te mais vezes na candura do teu coração.

 Enfim, viaja, viaja diferente, rumo a ti. Recupera o sorriso gargalhado, a liberdade de ir e vir e semeias mais vezes a amizade; 

colhe com mais frequência os frutos que te dão amor, e deixe teus lábios avermelhados, tuas mãos pintadas, teus pés afagados e teu coração bem levezinho, sem riscos, sem medos e sem toques amargos..."

(josé valdir pereira)




sobre a saudade...




"...Mas, a saudade é para isso: 
trazer lembranças que fazem o coração feliz outra vez; 
que nos remete àquele prazer inesquecível, inigualável, irresistível. 
Que nos arrebata ao passado, com uma vontade louca de revivê-lo."


(josé valdir pereira)


E todo homem...

E TODO HOMEM...

Todo homem bom adormece em paz;
e nenhuma flor negar-lhe-á sua beleza e seu perfume;
e nenhuma mulher, negar-lhe-á um sorriso, um olhar; 
e nenhuma pássaro negar-lhe-á seu canto e sua alegria;
e nenhuma relva deixará de acolher seu corpo fatigado pela labuta do dia a dia;
e nenhuma noite impedirá que seus olhos vejam o esplendor das estrelas brilhando no céu;
e nenhuma cova o quererá, intempestivamente, se for sua desdita passar feito mortal comum;
e o vento sempre lhe dirá a melhor direção a seguir;
e nenhum rio negará que banhe seu corpo suado em suas águas;
e não lhe faltará, jamais, a luz, a água, a sombra de uma árvore, o verde da floresta, o azul do mar, as flores e o amor de uma encantadora mulher;
e nada lhe será tirado, e nenhuma blasfêmia lhe será atirada;
e suas palavras serão ouvidas e darão paz ao coração quando desesperado e triste;
e nada lhe faltará: nem o pão, nem o chão, nem o beijo, nem o amor, que terá de uma bela mulher, que merece um homem bom!


(jose valdir pereira)




O livro dos prazeres - Clarice Lispector


CLARICE LISPECTOR (1920-1977)– Ler Clarice é dum prazer imenso; reler, nunca é demais: redescobertas. Principalmente: aprendizados. Essa adorável escritora consegue me embalar numa viagem insólita por seu feitiço artístico. E eu aterrisso renascido na última página de qualquer de sua obra.

Mesmo tendo nascido nas longínquas terras da Ucrânia, ela se dizia pernambucana. Era ela de origem judaica e duma família de fugitivos judeus da Guerra Russa dos anos 20. Talvez seja esse um dos pontos que mais me fascinam nos seus mistérios: os teores místicos, esotéricos.


UMA APRENDIZAGEM OU O LIVRO DOS PRAZERES DE CLARICE LISPECTOR 

 [...] E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos. [...] Ela tivesse a intenção de um dia dar-se, pois sabia que teria de dar a alguém o que ela era, senão o que faria de si? [...] E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. [...] Às vezes de noite acordava em sobressalto sentindo a falta de Ulisses, como se tivesse alguma vez dormido com ele. E não conseguia readormecer porque o desejo de ser possuída por ele vinha forte demais. [...] sabia no entanto que o fato de desejá-lo tão intensamente não queria dizer ainda que ela avançara. Pois antes também desejava os seus amantes e não se ligara a nenhum deles. [...] Então, como tudo ia acabar, em imaginação vívida, pegou a mão livre do homem, e em imaginação ainda, ao prender essa mão entre as suas, ele doce ardia, ardia, flamejava. [...] E por enquanto ela não tinha nada a lhe dar, senão o próprio corpo. Não, nem o próprio corpo: pois com  os amantes que tivera, ela como que apenas emprestava o seu corpo a si própria para o prazer, era só isso, e mais nada. [...] Foi nesse estado sonho-deslumbre que ela sonhou vendo que a fruta do mundo era dela. Ou se não era, que acabara de tocá-lo. Era uma fruta enorme, escarlate e pesada que ficava suspensa no espaço escuro, brilhando de uma quase luz no espaço escuro. E que no ar mesmo ela encostava sua boca na fruta e conseguira mordê-la. [...] Eles se haviam possuído além do que parecia ser possível e permitido, e no entanto ele e ela estavam inteiros. A fruta estava inteira, sim, embora dentro da boca sentisse como coisa viva a comida de terra. Era terra santa porque era a única em que um ser humano podia ao amar dizer: eu sou tua e tu és meu, e nós é um. [...] Ele se interrompeu beijando demoradamente sua carne perfumada. E ela de novo caiu na vertigem que a tomou, e era de novo feliz como um ser pode morrer de felicidade. E de novo pela quarta vez eles se amaram. [...] Foi um sobressalto que ela sentiu a mão dele pousar no seu ventre. Não havia nesse momento sensualidade entre ambos. Embora ela estivesse cheia de maravilhas, como cheia de estrelas. Ela estendeu então a própria mão e tocou-lhe o sexo que logo se transformou. 

REFERÊNCIA: LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem, ou o livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1991.


domingo, 28 de junho de 2020

Preciso que apareças...

PRECISO QUE APAREÇAS

 

"Preciso que, como uma flor, apareças mais vezes no meu jardim, para que eu cuide de ti, e para que sejas sempre o meu amor e cuides de mim.

Necessito do teu olhar acolhendo o meu, para que eu enxergue o teu amor perto do mim.

Adoraria sentir tua respiração suplicante e ofegante no meu rosto, a cata dos meus beijos.

Estende tuas mãos, puxa meu corpo e deixa haver o mais saboroso momento de nós dois.

Preciso ser perdido na imensidão da tua divina e lasciva acolhida...

Vem, vem logo para acalmar minha alma, meu corpo e afagar meu coração com o teu néctar, do teu mais desejado íntimo.

Socorre essas súplicas que saem da minha impaciência de não te possuir no meu templo, morada do meu afoito amor.

Vem, meu amor, vem!

(jose valdir pereira)




Não andeis ansiosos...

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;

e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.

(Filipenses, 4)



Não somos donos dos nossos sentimentos; não somos culpados pelo que sentimos

"Somos donos de nossos atos, mas não somos donos de nossos sentimentos. Somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos."

(Rubem Alves)