quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Meu caro amigo - poema



A posse se apossa e desapropria,
o bem se corrompe e traz o mal,
os fortes se fortalecem na ganância,
enfraquecem a ordem social...


a pobreza da terra consome e mata,
os fracos cada vez mais débeis e esquálidos,
destroem a todos, cruéis criaturas,
é a natureza de que são constituídos...


clamores se ouvem, mas nem por isso,
a matança se rompe, o forte não se sacia,
nem a oração, nem a clemência entoada,
acalma a violência dos tomados pelo vício...


nem chega, nem aparece alguma ajuda,
nem da terra, nem do céu,
enquanto isso, é notável, dá pra ver,
as lágrimas inundam os olhos,
e a tristeza toma conta do ser...


escassas são as esperanças,
a fonte do amor secou, o coração enrijeceu,
o sangue rola trazendo gemidos, sofrimento e dor,
há gritos de desespero invadindo a terra toda...


Meu caro amigo...
NINGUÉM AGUENTA O CALOR...

- jose valdir pereira



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