Eu desejei ver uma luz no horizonte, durante o silêncio da noite
que tomou conta do céu, porque imaginava ver o teu rosto alumiado;
Eu desejei estar contigo neste momento em que eu desejava;
Eu quis tocar tuas mãos e fiz minhas mãos tocarem, levemente, em
flores de um jardim que passou na minha caminhada, quando do meu apercebimento;
Eu quis beber champagne, nos teus meus lábios, e sentir o cheiro
do teu corpo na brisa do mar, cujas águas tocavam meu corpo suavemente, com
doçura;
Eu desejei, eu quis...
Eu quis dar-me por inteiro, lembrando-me das vezes que querias,
mas tu não estavas por perto e eu só desejei...Fiquei a desejar...mas, eu quis.
Eu quis dar-te uma flor, igual àquela que vimos um dia num jardim. Mas, tu já
não estavas aqui...Mas, mesmo assim, eu te dei. Tu é que não estavas mais aqui.
Mas eu quis e te dei.
E do amor que sempre falavas, agora que eu entendi e quis, não
pude. Já não éramos assim, como dantes, um amor interminável e inenarrável. Mas
eu quis e desejei. Juro que quis.
Mas, tudo bem!
Pra que desejar? Pra que jurar, se já não temos e nem somos mais?
E então? Podemos...Desejar...Querer, mesmo assim?
Claro, amor!
Nem por isso, deixei de querer e de desejar.
Se já não mais estás aqui é porque partiste e estás a me esperar.
E logo devo ir. É grande o meu amor por ti.
Não quero mais me ver sem te ver, sentir-me sozinho, sem teus
carinhos e desperdiçar nosso tempo, o tempo do nosso amor.
- jose valdir pereira -
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