quarta-feira, 3 de agosto de 2022

À mercê da tua completitude

 

"A tua magia transcende aos olhos de quem ainda tem muito a ser;

tua doçura desperta, a quem te sente, ou te pensa, para um tempo sonhado e porvir;

teu olhar penetra na nossa alma e conversa com o coração, como se fôssemos velhos amigos, antigos amantes;

tens o sorriso de uma criança, os sonhos de uma menina, todos os desejos e ilusões de uma senhora mulher...

és mais entrega que receber, mais dar que pedir, mais amar que ser...

E eu, ali, na feliz alegria por contemplar uma deusa, uma flor, que me perfumava sem querer, que me amava, sem me tocar, que me envolvia sem perceber, e que se entregava aos pensamentos e devaneios que passeavam no seu corpo, sem clemência e sem silêncio, mas cândidos, puros, ingênuos e inocentes...

É dado ao homem, que já não cultua a soberba da carne e que vive a purificar a essência da alma, como se sua estrada fosse tomada por belos jardins, em que belas e perfumadas flores lhe desses o néctar da vida, como se sua luz estivesse no coração dessas deusas por quem vive e por quem é, encontrar anjos, deusas, o infinito, o final, onde só o bem está, existe, e a vida se realiza na sua plenitude...

Tão fenomenal se fosse dado ao homem a capacidade de compreender o óbvio que nos exprime a natureza de uma mulher - E quem mais reúne o paradoxal, os sublimes contrastes da vida, todas as possíveis contradições da existência? Não é, precisamente, aquela que gera todo princípio e todo fim? Dão-nos ao começo; dão-nos ao fim...

Somos os donos do mundo e nada somos.

Imaginamos, na nossa pequena e frágil grandeza de tudo poder, que tudo existe para nos servir, sem perceber que pouco servimos; pouco conseguimos atender seus desejos e suas necessidades, seus sonhos, e quando não só isso, causamos suas ansiedades, seus desesperos, sua impaciência, tornamo-las instáveis, descontroladas e sem rumo, a ponto de serem e fazerem do amor que amam o nada, a ausência, a perda, o desprezo e a vida na angústia, porque escafedeu-se o tão desejado, amado e querido, e destruído toda a, cuidadosamente velada, razão da sua existência...

Minha amada dos olhos que me dão o mais desejado amor. Celeste e bondosa flor do meu jardim encantado. Minha paz que reencontro depois de todo esse suplício e calvário da vida.

Tu tens a minha vida em tuas mãos, é teu meu coração, és meu princípio e fim.

Toma-me, agora e sempre!

(jose valdir pereira)



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