domingo, 14 de fevereiro de 2021

Todos os dias...

 

Todos os dias são dias para se viver o amor. 
Mas o amor que se deve viver aos domingos,
não é igual ao amor de todos os dias. 
Aos domingos, vive-se o amor da família, da amizade,
o amor dedicado a Deus, o amor maior. 
É o amor da graça, da paz, da fé, da esperança e da confirmação do EU Cristão,
do EU religioso, do EU família. 
O amor que me compreende e que me permite dedicar-me mais tempo ao amor
que devo sentir por mim, para poder amar mais e melhor a outrem.
 
- jose valdir pereira -






A flor da mamãe - Ela amava Girassois


SUA FLOR, MAMÃE !



 

Do poeta obsoleto...



 
Do poeta obsoleto, por viver à margem da modernidade e ser uma figura em extinção
 
Ele passa despercebido,
escondido à força pela modernidade do tempo,
nem a rosa que sustenta em sua mão,
desperta interesse aos transeuntes
e aos observadores de plantão.
Cabisbaixo,  segue alheio aos olhares que não mais existem,
é a reação do tempo do niilismo da cultura, do apego à contradição,
negar tudo o que de bom já houve, guardar bem dentro do coração,
para sublimar do novo.
Quem és tu, um poeta, um mensageiro do amor?
E por onde andaste, por que não viste que o tempo mudou,
e as palavras líricas perderam sua graça e, agora,
a linguagem preferida tem outra rosto?
 
Que queres tu, se as flores, mesmo com tantos jardins,
não são notadas e nem seu perfume, suas cores. despertam atenção?
Não use palavras vãs, meu poeta, e nem entre em uma conversa ou em contenda com formais introduções. Agora, em poucas horas, consumimos e somos consumidos pelos algozes de plantão.

 
Já fez algum poema hoje? E já o publicou? 
Quem os leu ou por ele expressou encantamento? 
Ninguém? 
Pois é, meu caro poeta. Simplifique. O seu tempo já morreu.
-  Jose Valdir pereira -



 

O amor...

 O amor não é mais aquele sentimento que não tinha hora para acabar. Embora ainda seja levado ao fim pouco a pouco, também tem um fim. Por isso, querê-lo eternamente é preciso manter sua chama sempre acesa. Naturalmente, isto se consegue, mantendo-se alerta quanto à intensidade da luz desse amor.

- jose valdir pereira -






sábado, 13 de fevereiro de 2021

Pensamento

 
"...Mesmo tomados pela maior das amarguras, temos que ter fé e acreditar que esses momentos são passageiros e que Deus sempre nos mostrará a luz e o caminho a seguir."

- José Valdir Pereira -

O conhecimento que vem de Deus é fonte inesgotável

 

Jamais se acabam os dias para aprendermos e os dias para ensinarmos.
O conhecimento que vem de Deus é inesgotável e dele precisamos, 
porque a vida é cheia de surpresas e imprevisibilidades...

Somos postos à prova o tempo todo, quanto à nossa sagrada relação com Deus, na fé e na acolhida dos Seus ensinamentos...

Somos seres em movimento, de volta aos braços de Deus, desde que nascemos.

Aprendo sobre o bem para me tornar mensageiro do amor... 
E aprender algo de novo a cada dia, é ganhar, 
cada vez mais, um pouco da luz divina.
 
- Jose Valdir pereira -




30 anos da Academia de Letras de Rondônia - ACLER

 

A década de 80, do século XX, foi para Rondônia um período que assinalou fortes transformações no setor cultural. Houve um notável incremento, principalmente pela criação da instituições que serviram de apoio e estímulo ao recém criado Estado., tais como a implantação da Universidade Federal de Rondônia, a Secretaria de estado da Cultura, do Museu Ferroviário em dois módulos, além da fundação da Academia de Letras de Rondônia.

Nasceu, a Academia de Letras de Rondônia, no dia 10 de junho de 1986, graças ao idealismo de uma plêiade de poetas, prosadores, ensaístas e historiadores que, um dia, tiveram sonhos e reuniam-se em todos os tempos e em todos os lugares: na casa de um ou de outro, na Biblioteca Pública Estadual “Dr. José Pontes Pinto”, em salas da Secretaria de Estado da Cultura, cujo secretário, o intelectual Raymundo Nonato Castro, grande incentivador, sendo inclusive membro fundador, e até em bancos da Praça Aluízio Ferreira, locais onde trocavam opiniões, liam um para os outros os escritos mais recentes, planejavam livros, combinavam, divergiam, chegando à conclusão de unir-se em uma instituição com a finalidade de estudar e difundir a literatura, a história, a antropologia, a etnografia e a arqueologia da Amazônia, sobretudo de Rondônia, com o nome de Academia de Letras de Rondônia, onde conviveriam até a morte do corpo físico, pois a imortalidade conferida aos acadêmicos, fica por conta de sua produção literária ou histórica. A Academia não a confere nem a tira de ninguém, limita-se à mensuração de valores em cada época.

Assim, há 30 anos, a Academia de Letras, entrou triunfalmente na história de Rondônia e, com o correr dos anos, mesmo passando por incontáveis contratempos em razão do desinteresse e incompreensão de alguns e até mesmo por ignorância de outros, até governantes que por aqui passaram, tratando com indiferença a entidade, a Academia de Letras de Rondônia tem demonstrado que não é apenas um punhado de escritores fixados, treinados ou jeitosos na poesia, na prosa, no conto, no romance e na história. O que importa é ver o intelectual com educação literária. Sim, uma academia é a casa das inteligências que, trabalhadas por um sentido superior da cultura, superiores se mostram na própria criação literária, incapazes de vulgaridade e muito menos de mesquinharia de forma e de conteúdo. Toda questão está na altitude das ideias, na sanidade do pensamento, na dignidade de expressão e da comunicação humana, tanto quanto na capacidade de conviver.

Falar sobre a Academia é lembrar o privilégio da convivência com os confrades que já foram libertos pela Lei da Morte, para repetir Camões. Lembramos:

- da senhorial experiência e a formação clássica de Vitor Hugo, com quem intercambiava livros referentes à Amazônia;
- da abrangência humanística de José Calixto de Medeiros, dedicando à Rondônia as suas mais belas prosas e versos;
- da admirável clareza de pensamento e a diversificada contribuição de Ary Tupinambá Penna Pinheiro em vários campos da cultura;
- da incessante preocupação de Esron Penha de Menezes em registrar os fatos e feitos dos homens que construíram a nossa história;
- da seriedade e das preciosas revelações de Paulo Saldanha Sobrinho, cujos escritos saiam do prelo com aroma do vale do Guaporé-Mamoré;
- da consciência histórica, social e ecológica bem definida do Príncipe dos Poetas de Rondônia, Bolívar Marcelino;
- da comovente dedicação e os esclarecedores e meticulosos escritos de Paulo Nunes Leal;
- da apaixonada criatividade histórico-cultural de Amizael Gomes da Silva que, com afeto pictórico, ilustra o nosso conhecimento visual do passado;
- de Luís Antônio de Araújo, cujo gesto de repúdio a todos aqueles que encaravam a instituição acadêmica como supérflua, sem qualquer rentabilidade para a comunidade, jamais poderá ser olvidado. Em suas crônicas, enfatizava que o conceito de rentabilidade, no entanto, se for visualizado exclusivamente no sentido pragmático, impediria qualquer governo de ocupar-se com as coisas da cultura e das artes, e de todo aquele setor das atividades humanas que não têm uma aplicação imediatista e cuja finalidade transcende o domínio do útil, para derramar beleza e espiritualidade sobre a existência do homem, imprimindo uma dimensão verdadeiramente humana à nossa história e à nossa civilização;
- de Raymundo Nonato Castro, seus multitalentos e admirável conhecimento.
Podemos ainda hoje, fruir da sabedoria à distância:
- do rigor investigativo de Emanuel Pontes Pinto, cujas pesquisas e estudos são indispensáveis para conhecermos o passado de Rondônia;
- do enciclopédico saber e versatilidade histórica, linguística e humanística de Hélio Fonseca, que o Direito soube reunir às Letras e à História;
- da sensibilidade literária e do incentivo do mestre Edson Jorge Badra, um dos monumentos vivos da cultura rondoniense;
- da luminosa sabedoria de Almino Alvarez Afonso, inconteste autoridade nas áreas cultural amazônida e política partidária nacional.
Esses confrades, residentes em outros Estados, muito honram a todos nós pelas pretéritas e presentes contribuições.

Em nossa convivência salutar, registramos as presenças:
- dos perenes ensinamentos de Gesson Álvarez Magalhães, poeta e professor de legiões;
- da urbanidade e da elegância estudiosa de Gerino Alves da Silva Filho;
- da literatura de Cláudio Feitosa, que nos faz lembrar que a palavra cultura tem precedente no amanho da terra;
- da irrepreensível idoneidade profissional e historiográfica de Dante Ribeiro da Fonseca, um presente que o Rio de Janeiro nos ofertou;
- da associação entre Literatura e História de Paulo Cordeiro Saldanha, escritos indispensáveis para compreensão da realidade sociocultural do vale do Guaporé-Mamoré;
- do elegante requinte literário de Matias Mendes, cujas produções mesclam a História, a crônica, a poesia e a crítica;
- do abrangente discernimento de Hugo Evangelista, não apenas em torno do nosso passado, mas com a mesma proficiência na observação dos homens, coisas e fatos presentes;
- da irrepreensível idoneidade profissional e literata de João Correia;
- do enciclopédico saber e da versatilidade cultural de Samuel Castiel Júnior, que a Medicina soube reunir às Letras e à Música;
- do regionalismo lírico literário de Sandra Castiel Fernandes, cuja obra criativa, sempre vigorosa, cada vez mais cresce em qualidade. Considero que o escritor quanto mais ligado às suas raízes, é mais autêntico, mais fiel a si mesmo e ao destino que abraçou;
- da dedicação historiográfica e da polivalente inteligência de Marco Antônio Domingues Teixeira, inconteste autoridade em História da Amazônia;
- do abrangente discernimento de Abnael Machado de Lima, não apenas em torno de nosso passado, mas, com a mesma proficiência, na observação dos homens, dos fatos e dos feitos do presente;
- do folclore e das histórias dos beradeiros de José Monteiro;
- do interesse pela História das mulheres, em Rondônia, de Lúcio Albuquerque;
- das múltiplas habilidades de Viriato Moura, poeta, prosador e artista plástico;
- da louvável preocupação de José Valdir Pereira, de tornar a Academia uma instituição de fato e de direito;
- da paixão e do apurado gosto literário de Eunice Bueno, a um tempo poeta, cronista e crítica literária, que já nos legou importantíssimas contribuições;
- do engenho historiográfico de Antônio Serafim da Silva, a quem se deve obra de notável valor referente a Campanha de Erradicação da Malária, pela SUCAM, atual FUNASA;
- da intelectualidade expressiva amazônida de Raimundo Alves de Almeida;
- dos multitalentos de Zelite Andrade Carneiro;
- da poesia natural e imaginosa de Dimas Ribeiro da Fonseca, graças ao que o poeta possui diante dos olhos: o trabalho no judiciário, do meio e da natureza, enfim;
- dos versos livres e espontâneos de Pedro Albino de Aguiar.
A Academia conta, ainda, com outros membros: George Alessandro Gonçalves Braga, João Gomes, Adaídes Batista, Heinz Jakob, Átila Ibanes, Antônio Cândido, Joaquim Cercino da Silva, João Teixeira de Souza, Arlene Gorayeb, Aparício Carvalho e José Detoni.

Integram a Academia, como sócios honoráveis, os jornalistas Euro Tourinho e Ciro Pinheiro, homens gentis e cultos, profissionais altamente responsáveis, de extremas dedicações e crença no jornalismo, de cujas tradições, marcadas pela ética e a compostura, não se desviam.

Dizia o grande Câmara Cascudo: “Amanhã, permite a imagem humanística, desapareceremos todos, mas nosso sangue e o de nossos descendentes permanecerá nesta Casa. Ouvirão a história de nossa geração, de nossos ideais, de nossas mágoas. Preciso pensar o que é contingente e o que é passageiro e quais as permanentes de nossa dignidade cultural”.

Ao concluir, ressalto, ainda, a expressão de Joaquim Nabuco, membro da Academia Pernambucana de Letras: “as Academias precisam de antiguidade”, isto é, precisam de maturidade intelectual, de biografia, de acervo, de juventude de gerações diversas. A Academia é história literária, história regional, viva, comunicante, que nada tem a ver com classe, com ideologia, com tudo o que é efêmero e passageiro. Mas tem tudo a ver com o que é permanente, constante e terno, no âmago da regionalidade.

A Academia de Letras de Rondônia é o que foi, o que é e o que será. Nós acadêmicos, apesar de imortais, somos efêmeros, transitórios e passageiros. Só as Academias são permanentes e duradouras.

Sensibilizada, agradeço a homenagem que a Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, por iniciativa do Deputado Ribamar Araújo, prestará dia 10 do corrente mês, às 9 horas, à instituição cultural, literária e histórica. É o reconhecimento público do trabalho realizado pelos acadêmicos em prol da cultura e história do nosso Estado.

* Yêdda Pinheiro Borzacov, da Academia de Letras de Rondônia, do Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia, vice-presidente do Memorial Jorge Teixeira e colunista do site Gente de Opinião.

Foto: Yedda Borzacov e o poeta jose valdir pereira


 

 

De hora em hora, Deus melhora. Podes ter fé no rifão.

Mas, não durmas e vai buscando remédio por tua mão



Tua simplicidade dá o encantamento que desperta a conquista.

Foto colhida na internet.

Homenagem ao poeta

Homenagem ao poeta no seu dia

Raquel em voz e violão