As minhas mãos já não são as mesmas,
já não tenho o mesmo olhar,
os lábios secaram,
a boca reclama, dada a sede demasiada.
e o hoje é longo,
o amanhã nunca chega,
as horas das noites não passam,
o jardim já não tem mais as rosas que tu gostavas.
a primavera não tem mais graça,
eu vivo em vão.
bate mas não tem vida e nem faz arruaça,
desde que partiste, levaste contigo a vida.
mas é bom saberes,
do estrago de uma alma sofrida.
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