De onde vens
tu, que, de repente, apareces, desterrando-me da minha vã solidão, amiga
inseparável, que me soterra noite à dentro de desvairado prazer?
Que enxergas
em mim de tão especial, se nunca me dei conta que algo carrego de valioso, a
ponto de convencer alguém a se haver nos meus braços, desfrutar dos meus
ardentes beijos e me ouvir nos fartos e desajeitados sussurros de amor?
Onde queres
chegar tomando-me por teu amor, para te amar, eu, sem modos e sem jeitos, se
nem sei o quanto amo a mim, para amar-te, amar a ti, enfim?
Qual manhã
vai te colher se me tiveres, se ainda nem vistes quão fascínio desperto nas
minhas noites de amor, quando me entrego ao prazer de ser, de pertencer, de
esmaecer sobre o corpo das minhas amantes?
Então, de
onde vens, pouco importa saber? Decerto vens de onde se aprende a amar
moribundos, vagabundos, desesperados e os acostumados com as sobras dos amores
rejeitados?
E então,
pelo que está posto, por assim ser, toma-me, pois, e me conta fazendo, o que
sabes fazer...
(jose valdir
pereira)
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