o poeta

o poeta
o poeta e sua mamãe

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Minha terra!


O fabuloso rio Madeira - Porto Velho (RO)

Minha terra é bela, bela como ela;
ela me deu a terra, a terra bela como ela;
e vi o rio, o rio dela, da bela da minha terra;
a terra dela, bela como o rio, o rio dela;
corre ao encontro dela, não se solta; 
a quer perto, por perto; bem perto; 
dela - nas manhãs, nas noites sem luas, 
sem chuva e sem lamentos; onde o navio aporta,
o trem apita, a correnteza leva e traz; o amor, a alegria,
os sonhos, a tristeza a esperança;
na selva, na floresta, na força da vontade do homem que se foi fazendo a terra, a terra bela, bela como ela, minha amada terra!

Eu ouço sua voz em cada canto, em cada pedra, em cada espanto...em cada manto, no olhar distante...
Há vida no silêncio da sua queda, na resistência da sua nobreza;
vão-se todos, um dia, menos ela, ela bela e esbelta, ressurgindo vai, em cada queda, em cada sonho, nos pequenos pedaços dos tantos espalhados no seu dorso estraçalhado...impiedosamente!

Minha terra é bela; como é bela, minha terra! A terra minha; e dela. É isso que diz o canto do seringueiro, as margens do rio dela,
na sombra do ipê, que dá pra ver, na beira do rio-mar; dela, a bela...que espera...que sabe tolerar...

O fogo veio, a chuva o apagou; o homem veio, o tempo o educou;
a terra sofreu, se refez e o perdoou...renasceu; fez-se mãe outra vez; acolheu, deu-lhe amor...flores - a vida ressurge na folha verde, no pingo d´água, no aceno das nuvens, nos raios do sol, no som das águas que correm no rio que banha seus pés, na alegria dos pássaros que revoam, na cantiga de ninar da mãe que embala, nos sonhos que acalentam o coração que está cheio de amor...

Minha terra é bela; bela como ela...meu amor!
(jose valdir pereira)


Nenhum comentário:

Postar um comentário